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Começamos a desenvolver vínculos sociais diversos com outras pessoas que também apreciam (ou rejeitam) e quase que paralélamente desenvolvemos vínculos com os valores e representações coerentes com o contexto escolhido. Nossa história e discurso pessoal (sim temos um!) que nos levam a esta "paixão" por algumas "idéias" e algumas "crenças" e não outras. Neste ponto só podemos ser responsáveis por escolher "o que queremos fazer" e "o que não queremos fazer". Se escolhemos permanecer neste segmento, a escolha depende de nosso auto-conhecimento, do nosso conhecimento do patrimôniol simbólico e cultural do contexto e dos projetos pessoais ou coletivos que temos com este contexto cultural e social.Ou seja você protagoniza sua vida, seu discurso, seus projetos nesta cena e suas consequências. Carregamos conosco tudo aquilo que superamos, sendo impossível destruirmos, rompermos ou deletarmos o que já passamos. Estamos sempre em um presente com brumas. Podemos olhar para trás no tempo, mas no geral veremos o passado com a ótica deste mesmo presente. Podemos olhar para o futuro e ainda assim o veremos com nossa ótica presente. O jeito como estamos existindo que define como vamos olhando e integrando nossas experiências. Você não precisa ser reconhecido ou legitimado para ser o que você é: Não é um outro Vampyrico ou Vampyrica que pode reconhecer você como mais verdadeiro ou menos verdadeiro. E menos ainda um componente imaginário ou então um ritualístico que irá assegurar isso. Não surgimos do nada, nunca estamos no nada - apenas encontramos momentos e situações que não ocorrem como queremos que ocorram. Podemos nega-las para sí mesmo ou escolher iniciar uma mudança neste padrão. A questão da "eu tenho essência Vampyrica" ou "eu tenho essência vampírica"... Como Vampyros ou Vampyras NÃO somos raça, nenhum tipo de seita, ordem, sociedade secreta, irmandade, movimento elitista, "muleta de ego alheio", etnia, partido político, raça, jogo de representação, governo secreto ou equivalentes. Não tem como nascer assim ou com uma essência vampírica e menos ainda com uma alma vampírica. O "próprio" surgimento do termo vampírico, seu uso político, sua etimologia cronológicamente colocam abaixo esta possibilidade. A forma como você existe dentro do tempo, do espaço, da vida social e o como você faz suas escolhas, como sustenta suas ações e como obtêm os resultados comprováveis delas é o que continuam valendo para todos a sua volta, seja na Subcultura Vampyrica ou fora dela. Ou seja essência de alguém é sua "história pessoal" um conjunto de escolhas, vivências, idéias - já feitas ou a fazer e como escolhemos e como pensamos nossos pensamentos. Falamos de apropriação de nossa própria história ao falarmos de essência. Do contrário podemos acabar caindo vítimas de nossos próprios mecanicismos, determinismos, perdas de vitalidade para os outros ou ainda para a gente mesmo - a tal da autosabotagem. Naturalmente, a questão da essência poder ser estudada e aprofundada na filosofia, psicologia, ontologia, fenomemonologia e outras áreas de conhecimento acadêmico. Como eu costumo dizer lá no Officina Vampyrica, antes de conhecer as estrelas, conheça a palma da sua mão...
[o conteúdo deste texto pode ser ampliado e revisado com sua colaboração através do mail:
officinavampyrica@yahoo.com.br ]
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