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Tudo aquilo de que você foge ou deixa para depois - continua lá. Mais dia menos dia você irá ter que lidar com aquilo. Isso incomoda, angustia e perturba qualquer um ou sujeita durante seus projetos e relações ao longo da vida. Muitos ao se envolverem com a Subcultura Vampyrica, tanto em aspectos láicos/fashionistas quanto com aspectos politéistas/panteístas vêm procurando uma fuga ou uma forma de se mascarar tudo isso.
Ao longo do período de 1995 á 2008 assistimos muitos grupos e pessoas apelando em oferecer uma máscara transcendental constante a qual permitisse fugir da mão-de-obra de lidar consigo, de pesquisar, de pensar a respeito e assim limitar e ser chefe de alguma coisa.
Este implemento e aumento do escapismo transcendental, apenas empobreceu a vida cultural da Subcultura Vampyrica e acabou muitas vezes igualando padrões e atitudes alternativas da cena, a padrões, atitudes e comportamentos não alternativos que tanto criticamos na cultura solar ou dominante.
Escapando de chavões como "definir é limitar", "transcender o ser humano" - vamos perceber que existe um certo "terror planejado" de se falar ou afirmar as características mais comuns e o eventual debate sobre o que foi construído em cima de invenções e do tal dogma e o que pode vir a ser se alternarmos para uma visão mais historizada. Há pessoas que ainda temem ou têm aversão a um saber mais elaborado, pesquisado e discursivo.
Sabendo disso, certos agrupamentos especializam-se em reforçar um "terror planejado" a todo este tipo de embasamento cultural e a proibição ao debate e questionamento ao dogma formado durante os últimos 14 anos. Quando temos limites, podemos avaliar, debater e entender melhor um contexto - e até mesmo causar alterações mais estruturantes. A ausência de limites implica em uma impotência planejada para deixar tudo sob o jugo de algum dogma ou conhecimento revelado - e um transcendentalismo emburrecedor.
O excesso de transcendentalismo de apenas "poder da mente" ou de fontes mais relacionadas a "sugestionamento", "submissão a mortos" aleatórias e "personas magickas" - apenas estão exibindo uma imprecisão histórica, uma perda de identidade, falta de tolerância, apatia, preguiça de educação acadêmica comprovável, vínculos sociais e afetivos fragilizados, e só reafirmando síndromes de Peter Pan variadas e servindo de combustível para uma vindoura nova onda de exposição midiática descaracterizante e acusações bastante complicadas aos integrantes da Subcultura como um todo.

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