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"Subcultura Vampyrica não é fã-clube &
questões que faltam uma interpretação apropriada "

 

Lord A:.

 

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Algo não vai ser verdade apenas por que alguém quer que seja. Não adianta apropriar-se de trechos de livros para afirmar alguma coisa, pois o tal trecho pode expressar um contexto bastante diferenciado do seu uso.

Uma subcultura não é um fã-clube. Eventualmente uma subcultura pode conter um ou mais fãs-clubes de alguma produção cultural. Um fã-clube é uma demonstração de afeto e preocupação em coletar itens e divulgar informações sobre um artista ou uma produção cultural.O lance para por aí. Uma fantasia é uma fantasia e isso já está bom para entreter e oferecer algumas horas agradáveis para o público.

Sim, existe uma indústria da produção cultural vampírica nas editoras da cultura dominante, onde informações descontextualizadas, imprecisas historicamente e expostas de forma tendenciosa são repetidas apenas porque vendem e agradam ao universo e padrões dos leitores.

 
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Vamos sempre ver publicações apenas com referências que remontam às idéias dos doutores do monoteísmo do século XVII que invariavelmente usavam o termo vampiro de forma anacrônica e genérica para classificar antigos elementos pagãos - que nunca foram vampíricos.

Apenas a quantidade ou volume de pessoas não são suficientes para validar ou tornar coerente uma determinada prática, como alguns agrupamentos procuram assinalar. Escolher permanecer ou manter-se em agrupamentos exclusivamente apenas por vínculos sociais, revela-se falho a longo prazo e empobrecedor para uma vivência mais densa de seus conteúdos e cargas interiores;

Também veremos confusões interpretativas e argumentativas já defasadas historicamente que vão colocar o vampiro como um morto obsessor, defeituoso do chakra e até mesmo como criminoso perturbado e vão se estender até a imagem do adolescente problemático... Esse besteirol acontece até mesmo em publicações "insiders" da Subcultura Vampyrica...

Todos estes processos geram um desaprendizado cíclico na Subcultura Vampyrica e até mesmo nas relações sociais de integrantes desta Subcultura com outras Subculturas urbanas e com pessoas da cultura dominante.

Não dá para aprender ou pensar em algo apenas confinando-se e limitando-se exclusivamente à sua produção cultural interna. É preciso estudar história, etimologia, cronologia, geografia, história da arte, desenvolver métodos e ter um envolvimento sincero e afetivo com todos estes conteúdos, para vir a conhecer. Isto não está apenas acessível no conhecimento revelado, intuído ou passado por terceiro(s). Como diz Camile Páglia: "Odeie Dógmas! Ame Aprender! Ame a Arte!"











[o conteúdo deste texto pode ser ampliado e revisado com sua colaboração através do mail: officinavampyrica@yahoo.com.br ]

 

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