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Na ficção e nas artes o vampiro é um imortal, que viveu desde tempos antigos nas mais variadas regiões em geral européias, proximidades asiáticas e do mar egeu.Ele não enxerga a história contada e sim a história que vivenciou, com a ótica do tempo em que a vivenciou.Tal padrão preenche o vampiro de maneirismos e até mesmo oferece um comportamento "datado" em alguns casos - que nós leitores e leitoras amamamos.
O que é realmente estranho é que a quantidade de pessoas que alegam uma espiritualidade ou um paganismo "Vamp", ao falarem de vidas passadas e afins, simplesmente contam fantasias típicamente idealizadas no romantismo ou em algum filme que viram ontém.E o que narram é simplesmente desabafo ou viagem na fantasia específica associada a um determinado tema.Nada contra a esta utilização para finalidades literárias, musicas e plásticas, teatrais - ou nas artes em geral.
No entanto, quem "viveu" tem elementos datados e regionais.O mundo anterior a revolução industrial era diretamente insertado no ecossistema.Elementos básicos como plantar, colher, solstícios, equinócios, celebrações, algo bem selvagem e assustador para os padrões modernos e muitos outros itens dos parágrafos anteriores seriam facilmente validados e coerentes com uma ótica de quem vive no mundo.E enormemente mais atraentes e interessantes do pastiche problemas familiares de outra vida e reis, rainhas e outros nobres...extraídos de repertórios fantasiosos - ou re-escritos e inventados a posteriore...é muito fácil, culpar a outra vida...
Além de ser muito fácil botar a culpa de tudo em uma outra vida, desde o século XVIII um tema inquantificável como este foi "revelado" - ou pelo menos é o que se aceita muito facilmente no Brasil.E vemos fusões bastante toscas de religiosos que se escondem atrás do rótulo de cientistas na mídia, para validarem posicionamentos com bases bastante insuficientes e dógmas que transformam o pós-vida num teatro bem sucedido dos sonhos iluministas. Com ampla gama de autosugestionados prontos a encenarem publicamente tais fatos. Porém eles esquecem-se que Kharma e Dharma são conceitos hindús.E que os filósofos da antiguidade tão citados por eles não eram cristãos...e nem monoteístas.E o pior de tudo, o termo espírito não éra sinônimo de morto, pelo menos não apenas de mortos.
Saindo da questão Kharma e Dharma que pertence aos Hinduísmo.Muitas culturas da antiguidade não viam sistemas iluministas ou mecânicos para um pós-vida.No geral era cobrado o fato da pessoa ter vivido e vivido bem, deixado descendentes por adoção ou do sangue, não ter infligido crimes sevéros contra sua terra ou outros habitantes...e não derramar o sangue de familiares próximos (este um pouco mais dificil, pela quantidade de tragédias e obras de arte escritas desde tempos ídos).No geral, se você havia vivido com plenitude ia para alguma terra frondosa descansar junto a outros com feitos semelhantes.
Se não houvesse realizado feitos heróicos, poderia ser mandado de volta ao nascer do próximo sol ou como um descendente ou ainda como qualquer outro elemento do ecosisstema desde um animal a um mineral.Uma outra possibilidade era a de ficar em um plano entre-mundos decompondo-se e tornando-se adubo para novas criações.Em casos realmente horrorosos, existia algum tipo de tártaro para ser enviado e nunca mais voltar. A palavra "nunca" não é uma metáfora ou expressão idiomática neste caso.
Curiósamente, no caso de retorno (nem sempre disponível e passivo apenas de místerios e especulações), você volta zerado e livre de tudo.Tudo acabou, dividas passaram, crimes foram perdoados e se houver algum "inimigo" pelo astral, você deverá dar conta dele, mas livre de qualquer culpa.
Apenas para encerrar o tópico, a forma como vemos o final de nossas vidas, não importa a época determina como escolhemos enxergar e nos realizarmos em nossa vida.Não sabemos quando a morte vai chegar, então convêm aproveitar muito bem o presente e celebrar o fato de estar vivo.Pois morte, bem, morte é por excelência mistério.Crenças estabelecidas com menos de um milênio e meio, são apenas crenças com menos de um milênio e meio...Panteísmo e Politeísmo e suas visões têm mais de 4000 anos acumulados e passivos de serem estudados em doses cientificas periódicas.

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