
O termo "bruxa" no senso comum, faz parte do repertório do senso-comum e referência uma classe de personagens específicos do folclore europeu - desde o final do século XIV.Então em termos de senso-comum as pessoas genéricamente utilizam o termo "bruxa" para fins que vão desde o apelido carinhoso a uma utilização perjorativa.No senso comum acaba valendo tudo mesmo, o que causa evidentes "saias-curtas" para as pessoas envolvidas com maior vínculação a vias religiosas alternativas.Então, não é porque pessoas chamam ou rotulam como bruxaria a base do senso comum, que algo vem nescessariamente à ser bruxaria.
Argumentamos ao longo deste texto que o que é referenciado como "bruxaria" além do senso comum, atualmente faz referências aos integrantes das tradições Wiccanianas e ainda da Bruxaria Tradicional.Integrantes de ambas as linhas compõem grupos sociais, com identidade, com práticas, com jargão próprio e liturgias estruturadas e específicas que delineiam seu meio social e sua cosmovisão.Sendo até bastante frequente em conversas formais ou informais em meios eletrônicos ou pessoais argumentos como sou uma "sacerdotisa" ou um "sacerdote" mas pode chamar de "bruxo" para simplificar.
E lá no interior tem uma vélhinha que todo mundo chama de "bruxa" e que faz ou fala coisas que acontecem, ela não é bruxa então?Para algumas delas, sim elas são Bruxas. Pelo senso-comum, sim ela é uma bruxa.Pelos aspectos lúdicos ou arquetípicos, sim ela é uma "bruxa".Por uma visão histórica, sim ela é uma bruxa - mas apenas dos meios do século XIV em diante na prática.Afinal, a conceituação de "bruxa", vassoura, chapéu pontiagudo, feiura ou velhice foi inventada lá pela inquisição no advento da idade moderna.Neste ponto, tanto os colegas das tradições Wiccanianas, da chamada Bruxaria Tradicional e as simpáticas vélhinhas do interior estão no mesmo barco - há bruxas por todas as partes.Enfim, Vamps também sofrem comprvadamente com este mesmo mal.
No entanto, falando do caso das vélhinhas do interior suas práticas consistem em benzedeiras, simpatias, bons-olhados e maus-olhados - em geral vestidos sob uma ótica católica com apropriações místicas.Dentro da visão católica temos os "santos" pessoas especiais que morreram em nome da fé e a menção de seus nomes e rezas operam feitos explicáveis apenas em vias irracionais e emocionais.Até aí, o cultuar aos deuses pagãos também funciona de forma parecida, mas com identidades, posturas e visões de mundo diferenciadas.
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