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"SOBRE A IMPOSSIBILIDADE PRÁTICA DE UMA PESSOA SE DIZER BRUXA E VAMPÍRICA OU AINDA BRUXA E VAMPYRICA II "

 

Lord A:.

 




"O Desconhecimento e a pouca vivência em um contexto"

Existe uma impossibilidade entre ser bruxa e "vampírica ou vampyrica " ao mesmo tempo aqui no Ecossistema.Naturalmente afirmar algo assim vai diretamente contra muitos dogmas e castelos de areia, posicionados há algum tempo na Subcultura Vampyrica ou mesmo na cena vamp em geral.

Infelizmente, vivemos em uma época, onde as pessoas perderam o hábito de pensarem e apenas vêem certos conteúdos como "técnicazinhas" ou solução rápida para não precisarem lidar com algo que não conseguem por outros meios.Neste processo, os resultados alcançados nada mais são do que um certo "alinhamento de vontade" ou apenas "auto-sugestionamento".

Falta de saber como fazer, de entender e de pesquisar - ou de pelo menos interpretar textos com algum enfoque cronológico ou etimológico, aproximam aqueles que pensam realizar algo mais sublime, de tornar-se "pasto" de algum morto e não de um contato com forças do ecossistema que nada têm a ver com mortos ou afins.

 
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Antes de escolherem "virem-a-ser" neopagãos ou ainda de enveradarem pelas trilhas da bruxaria ou do vampyrismo - pessoas deveriam primeiro aprenderem a ser pessoas.E dedicarem algum tempo para refletirem e aprenderem conceitos básicos, históricos e alinhavados com a realidade em que vivemos.Isto requer tempo, investimento em livros, cursos e nada disso vem de graça ou por osmose.

Bruxas e Vamps até podem usar preto atualmente.Mas não são a mesma coisa.De forma fashionista, em balada ou internet iremos ler bastante sobre esta possibilidade.Como fantasia, você pode pensar-se o que quiser.Afinal, sonhar não custa nada e vale qualquer coisa mesmo.

Como Fashionismo é possível. Já em vias de Cosmovisão não funciona:Já como prática de uma cosmovisão efetiva, não dá para ser uma coisa e simultaneamente a outra, pelo simples motivo de quando falamos "bruxaria" nos dias de hoje, falamos de um grupo real de pessoas com um padrão de identidade e um ethos próprio elaborado claramente desde os anos cinquenta.E com um gradativo processo de atualização e manutenção de identidade que veremos descrito ao longo deste texto.

Ah mas nos livros Vampíricos e até em alguns Vampyricos diz que pode!

Pois é. Lá entre os fins do século XIV e começo do Século XV (entrada da idade moderna) a bruxa e o vampiro eram praticamente sinônimos para os catolicismos da época.Era bastante comum dizer-se que bruxa em vida, vampiro depois de morto.Mas quem dizia isso era a inquisição e a igreja - responsável pela criação de ambos os personagens.

Entre o Século X e o XII (cerca de 300 anos antes disso tudo) nem o termo Bruxa e menos ainda o termo Vampiro exisitiam.Os integrantes dos antigos cultos de fertilidade da terra eram chamados nas vilas e cidades por algum nome pejorativo e genérico - ou ainda pelo nome do próprio culto.
Curiósamente no Leste-Europeu, muitos destes cultos foram generalizados como Vampiros depois do século XV, devido o uso da expressão "Uppyr" pelos Eslavos para designar não convertidos ou batizados ao catolicismo ortodoxo e integrantes destes cultos de fertilidade.

Derivações de vivos ou mortos, brancos ou negros, bons ou maus são posteriores e também vestidas de forma dicotômica pelos monoteístas sobre o mesmo conteúdo - valendo lembrar que eles não apreciavam estes agrupamentos e logo não escreviam bem sobre eles e ainda os encaixavam em parâmetros diabólicos monoteísticos de forma comprovada documentalmente em muitos autos inquisitoriais.

Os conteúdos romantizados e descaracterizados do século XVII em diante apenas reforçavam a visão estereotipada e iluminista do vampiro dada pelo monoteísmo.Então a escolha de como vai chamar, fica a critério muito pessoal de cada um.Recomendamos o uso do termo "Strigoi" - de forma pura. Sem sufixos inventados posteriormente ao século XIV. Na moderna Subcultura Vampyrica, o termo Strigoi é usado de forma pura há bastante tempo, provavelmente desde os anos de 1970 para designar vampyricos que se relacionam com uma cosmovisão politeísta ou panteísta neopagã.Assim não é nescessário seguir ordos ou houses surgidas depois do filme Rainha dos Condenados ou Underworld - Anjos da Noite.

Algo para se pensar e aprofundar é que palavras como orgânica, dionísiaca e focalizada principalmente no ecossistema e pautada em auto-reconhecimento e auto-aceitação - são elementos ou mesmo "princípios" fundamentais do Vampyrico Contemporâneo.Isto passa bem longe do alienar-se a uma prática "mentalista", de auto-sugestionamento insalúbre e excessivo.Baseado em informações ou práticas incoerentes históricamente ou ainda baseadas em doutrinas forjadas no século XIX.As tais verdade que procuramos nos rodeiam e estão logo alí no próprio ecossistema e no "modo-de-vida" e não em algum reino, egrégora, corrente ou futuro alienante.Pense nisso!

 

[o conteúdo deste texto pode ser ampliado e revisado com sua colaboração através do mail: officinavampyrica@yahoo.com.br ]

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A questão do Paganismo e os Vampyricos by Lord A:. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
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