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Antes de escolherem "virem-a-ser" neopagãos ou ainda de enveradarem pelas trilhas da bruxaria ou do vampyrismo - pessoas deveriam primeiro aprenderem a ser pessoas.E dedicarem algum tempo para refletirem e aprenderem conceitos básicos, históricos e alinhavados com a realidade em que vivemos.Isto requer tempo, investimento em livros, cursos e nada disso vem de graça ou por osmose.
Bruxas e Vamps até podem usar preto atualmente.Mas não são a mesma coisa.De forma fashionista, em balada ou internet iremos ler bastante sobre esta possibilidade.Como fantasia, você pode pensar-se o que quiser.Afinal, sonhar não custa nada e vale qualquer coisa mesmo.
Como Fashionismo é possível. Já em vias de Cosmovisão não funciona:Já como prática de uma cosmovisão efetiva, não dá para ser uma coisa e simultaneamente a outra, pelo simples motivo de quando falamos "bruxaria" nos dias de hoje, falamos de um grupo real de pessoas com um padrão de identidade e um ethos próprio elaborado claramente desde os anos cinquenta.E com um gradativo processo de atualização e manutenção de identidade que veremos descrito ao longo deste texto.
Ah mas nos livros Vampíricos e até em alguns Vampyricos diz que pode!
Pois é. Lá entre os fins do século XIV e começo do Século XV (entrada da idade moderna) a bruxa e o vampiro eram praticamente sinônimos para os catolicismos da época.Era bastante comum dizer-se que bruxa em vida, vampiro depois de morto.Mas quem dizia isso era a inquisição e a igreja - responsável pela criação de ambos os personagens.
Entre o Século X e o XII (cerca de 300 anos antes disso tudo) nem o termo Bruxa e menos ainda o termo Vampiro exisitiam.Os integrantes dos antigos cultos de fertilidade da terra eram chamados nas vilas e cidades por algum nome pejorativo e genérico - ou ainda pelo nome do próprio culto.
Curiósamente no Leste-Europeu, muitos destes cultos foram generalizados como Vampiros depois do século XV, devido o uso da expressão "Uppyr" pelos Eslavos para designar não convertidos ou batizados ao catolicismo ortodoxo e integrantes destes cultos de fertilidade.
Derivações de vivos ou mortos, brancos ou negros, bons ou maus são posteriores e também vestidas de forma dicotômica pelos monoteístas sobre o mesmo conteúdo - valendo lembrar que eles não apreciavam estes agrupamentos e logo não escreviam bem sobre eles e ainda os encaixavam em parâmetros diabólicos monoteísticos de forma comprovada documentalmente em muitos autos inquisitoriais.
Os conteúdos romantizados e descaracterizados do século XVII em diante apenas reforçavam a visão estereotipada e iluminista do vampiro dada pelo monoteísmo.Então a escolha de como vai chamar, fica a critério muito pessoal de cada um.Recomendamos o uso do termo "Strigoi" - de forma pura. Sem sufixos inventados posteriormente ao século XIV. Na moderna Subcultura Vampyrica, o termo Strigoi é usado de forma pura há bastante tempo, provavelmente desde os anos de 1970 para designar vampyricos que se relacionam com uma cosmovisão politeísta ou panteísta neopagã.Assim não é nescessário seguir ordos ou houses surgidas depois do filme Rainha dos Condenados ou Underworld - Anjos da Noite.
Algo para se pensar e aprofundar é que palavras como orgânica, dionísiaca e focalizada principalmente no ecossistema e pautada em auto-reconhecimento e auto-aceitação - são elementos ou mesmo "princípios" fundamentais do Vampyrico Contemporâneo.Isto passa bem longe do alienar-se a uma prática "mentalista", de auto-sugestionamento insalúbre e excessivo.Baseado em informações ou práticas incoerentes históricamente ou ainda baseadas em doutrinas forjadas no século XIX.As tais verdade que procuramos nos rodeiam e estão logo alí no próprio ecossistema e no "modo-de-vida" e não em algum reino, egrégora, corrente ou futuro alienante.Pense nisso!

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A questão do Paganismo e os Vampyricos by Lord A:. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
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