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"SOBRE A IMPOSSIBILIDADE PRÁTICA DE UMA PESSOA SE DIZER BRUXA E VAMPÍRICA OU AINDA BRUXA E VAMPYRICA "

 

Lord A:.

 




"Vir a ser Bruxa e Vampyrica ou vampirica só é possível no fashionismo e na laicidade."

Na realidade corrente, designar-se como Bruxa e Vampira/Vampyra, em termos de cosmovisão, apenas denota profundo desconhecimento e evidente superficialismo com ambos os contextos, suas cosmovisões e da vivência e experiência dos seus integrantes.Naturalmente, ambos são pagãos enquanto cosmovisão.E as similaridades param por aí.Sendo assim, celebrar solstícios, equinócios e datas especiais são elementos de identidade comuns ao pagão.Relacionamentos devocionais com os Deuses com trocas, substanciamento e concretização de objetivos.Honra a ancestralidade.E as semelhanças param por aí.

Acredito que no transcorrer dos anos setenta (época do surgimento e organização da cena vamp) ainda havia uma ampla zona de permutas simbólicas e de unificação para atingir fins sociais de ambos os contextos (bruxas e vamps) baseados na revolução sexual e no feminismo. Mas ao longo dos anos setenta, oitenta e noventa, bruxas e vamps vieram a seguirem caminhos próprios de identidade, práticas e ethos.


 
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Existe até mesmo um incômodo comprovado em mulheres neopagãs ao serem associadas a Vampyricas e afins.Assim como entre as Vamps em geral ao serem chamadas de bruxas, que manifestam uma visão mais visceral e ao mesmo tempo refinada sobre o mundo.Embora homens e mulheres ainda que neopagãos, as identidades e padrões de escolha e de práticas são diferentes.

Enquanto o repertório atual dos guardas roupas das bruxas envolvem mais o uso de algodão, tecidos naturais e cores claras.Já o visual mais expressivo e associável ao "vamp" em geral, tende a aparentar uma "fantasia" no meio da cena "bruxesca".Enquanto que o visual mais frequente de bruxas tendem a parecer pouco elaborados ou lugar comum em um meio "vamp".Respeitando as especificidades, ambas podem conviverem e se relacionarem muito bem, frequentarem as mesmas festas, eventos, ritos, conferências e etcs.

Ao longo dos anos assistí diversos conflitos eletrônicos de Bruxas queixando-se das góticas que usam visuais de bruxas e de Góticas queixando-se de como detestam serem chamadas de bruxas pelos seus visuais.

Muitas pessoas estilizam ou pontuam arquétipicamente a "Bruxa" e a "Vamp" como importante símbolos de anarquia e oposição aos posicionamentos esperados do feminino pela cultura dominante, sempre com um apêlo de decadentismo e de alguma maldade ou jogo não claro e extremamente sexualizado.Como símbolo ou arquétipo esta forma de pensamento não está equivocada.

O fashionismo da Subcultura Gótica constróe uma vertente visual bastante interessante sobre este tema, construída sobre personagens de filmes noir, femme fatalles e obras da música e da literatura.Este fator é igualmente comum na Subcultura Vampyrica em sua vertente fashionista.Assim como as versões mais coloridas das garotas que usam um visual pin-up mais voltados pro estilo FemmeFatalle ou Steampunk e afins.Vale lembrar que um visual de "poder" não é sinônimo de caráter ou de algum "poder" social que o valha.

Desde muito cedo aprendemos que visuais elegantes, com pouco colorido, arrojados e mesmo ousados ou de outras épocas são demonstrações de poder pessoal interessantíssimas e muito bem exploradas por meninas e meninos hedonistas em seus fotologs e profiles eletrônicos que têm relação total com o termo "Vamp".Para mais relações sobre este tema consulte o texto a "Vamp e o Feminino Deletério" ou a apostila digital que é mais completa utilizda por mim no segundo encontro do sagrado feminino de 2009 de minha autoria.

 

[o conteúdo deste texto pode ser ampliado e revisado com sua colaboração através do mail: officinavampyrica@yahoo.com.br ]

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A questão do Paganismo e os Vampyricos by Lord A:. is licensed under a Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License.
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