
Uma cultura ou um povo deixam obras de arte e monumentos, que ilustram sua passagem e seus valores.Outros povos e culturas interpretam estas conquistas com os seus próprios olhares e impressões.Algumas destas visões, são tendenciosas em definerem-se mais ou menos evoluídas do que aquela observada.A partir do que foi "olhado", alguns cometem o crime de tentar olhar com sua ótica moldadada pelos seus valores culturais e não pelos valores do que foi olhado.Não é de surpreender que os materiais de estudos sobre a antiga Religião Egípicia seguirão esta mecânica - a partir do século XVII.
Nota-se que antes do século XIX havia apenas especulação no imaginário europeu sobre o tema.Os processos religiosos egípcios "mais originais" já estavam extintos ou em via de extinção em 50 Antes de Cristo.Como alguém depois de 1850 anos depois, pode tentar re-inventa-lo?E ainda, como fazer isso sem os tais fundamentos?
No ocidente primeira notícia de revitalização de uma religião egípcia no continente europeu, será a re-invenção do culto ao deus inventado Aton, uma deídade monoteísta criada pelo faraó Akhenaton.Esta associação será popularizada nas sociedades secretas inglesas e francesas.Quanto mais ancestral for atribuída a origem de algum conhecimento, mais valor, poder e prestígio este conhecimento terá.Dentro de um padrão construído em torno de "Bíblia/Judaísmo/Ocultismo/Monoteísmo" a civilização mais ancestral e misteriosa na época era a Egípcia.Então, todo conhecimento destes grupos eram associados adjetivamente ao Egito;Um Egito romântizado e prosáico, associado adjetivamente como símbolo e metáfora "secreta" de um "iluminismo" Apolíneo...
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