
Ao falarmos de "virgindade" nos mitos e mesmo na antiguidade, falamos de autonomia.Deusas como Hera e Afrodite recuperavam sua virgindade todos os anos ao banharem-se em uma fonte sagrada.A grande mãe é virgem, no sentido de independente dos homens e ainda uma ditadora sexual impenetrável.Não lhe parece meio contraditório a deusa "Diana" dos romanos ser virgem e ainda protetora dos partos?
Para os gregos ela era correspondente a Artémis, virgem e caçadora, mas padroeira dos partos.No entanto, ao estudar um texto denominado Jano & Jana de autoria de Gwydyon Drake localizei este interessante fato: "(...)Jana, Iana, Djana, Diana e com todas as variações possíveis da Raiz indo-européia “Dan” Don, Danan, e outras tantas, neste contexto, cuidava amorosamente de tudo que vivia e crescia no mundo.(...)e ainda o autor complementa:"(...)Jana incorporava a ordem universal, desde o seu domínio sagrado da realidade temporal, da sacralidade cíclica à transcendência. Nela tudo se fundia e os contrários se encontravam criando o sentido do absoluto. Mesmo o posterior cristianismo adota Santa Ana, a mãe da virgem Maria, mãe de Deus, deixando claro que Jana, acompanhada de Jano, permanece absoluta como a grande Deusa Mãe universal.(...)
A fertilidade Virginal e a concepção contraditória sobrevivem no mito do Parto Virgem encontrado no Cristianismo.O homem convencional é incapaz de fertiliza-la e apenas um deus específico é capaz desta missão.O masculino como nulidade, represena o poder anônimo do agente fertilizante nos contextos aqui estudados.Uma deusa egípcia denominada de Grande Mãe é "Net", diferete de Jana que tinha como parceiro Janus, a egípcia era capaz de dar a luz a Rá por paternogênese ou autofecundação.
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