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"A PATERNALIDADE FICCIONAL"

 

Lord A:.

 




A paternidade neste passado distante era uma ficção legal ou invenção social, não haviam métodos seguros de afirmar quem era o pai de uma criança.Logo, a matrilinhagem, transmissão passiva de autoridade ou de propriedade pelo lado feminino era uma certeza mais comprovável.E a certeza absoluta é que todos viviam na turbulência e imprevisibilidades do ecossistema.

Logo a figura masculina oferecia proteção e sustento as mulheres, principalmente nas etapas finais e incapacitantes da gravidez.A polaridade dos papéis sexuais deve ter acontecido bem cedo e de forma instintiva.Homens caçavam, mulheres excursionavam e realizavam a coleta e não aventuravam-se muito longe dos acampamentos, carregando seus bebês no peito.Esta é uma lógica simples e não uma injustiça.Ainda hoje em povos nativos, índigenas ou arborígenes encontramos padrões de comportamento parecido.

Provavelmente quando foi reconhecida a contribuição do homem a concepçção, os dois sexos beneficiaram-se e houve uma maior estabilidade da família.Pode ser que o mito do matriarcado origna-se em nossa infância, todos seres humanos, nascem de colossos femininos.No século XX Erich Neumann denomina o primeiro estágio do desenvolvimento psiquico como "matriarcal", quando a criança passa a interagir com a "sociedade" temos uma derrubada dester "matriarcado".

 
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Para Camile Paglia "(...)Como historia, a idéia de matriarcado é espúria, mas como metáfora, tem ressonâncias poéticas. É crucial para a interpretação dos sonhos e da arte, em que a mãe continua dominante. 0 matriarcado paira por trás de obras de arte como a Vênus de Milo, Mona Lisa e a Mãe de Whistler, que a imaginação popular tornou culturalmente arquetipicas.Examinaremos como o romantismo, como parte de seu movimento arcaizante, restaura o poder matriarcal da mãe, notadamente em Goethe, Wordsworth e Swinburne."

Nas lendas e no folclore eslavo (sic XIII & XIV), na re-adaptação dos católicos (XV) e também no romantismo (XVII em diante), era contado em grande quantidade de vezes, que o "vampiro" não se reproduzia naturalmente.Sua única forma de gerar descendentes, era não-natural e dependia da mordida.Olhando de forma mais profunda o negrume da escuridão dos tempos, pode ser que aquilo que foi folclorizado e distorcido com o tempo, encontre uma explicação mais plausível - nestes estranhos e adversos costumes dos tempos em que a participação masculina na fertilização era perdida ou desconhecida.



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