
Independentemente de uma cosmovisão centrada no panteísmo ou no politeísmo, ao utilizarmos o símbolo da "Grande Mãe" falamos de gigantismo e da impossibilidade de acessarmos ou conhecermos os elementos mais primordiais do Ecossistema.Falamos do primitivo distante, de um ecossistema traiçoeiro e imprevisível onde a mulher parecia viver em harmonia para um olhar moderno.
Se o homem percebia ou não uma relação entre coito e gravidez, baseado na observação dos animais no ecossistema, desconhecemos.Em muitas tribos as relações sexuais precediam a menstruação.No período da menstruação as mulheres recolhiam-se umas com as outras para aprendizados e partilha de vivências.Em outras tribos, aproveitavam o período menstrual para relações sem gravidez.O sexo como meio exclusivo de reprodução é uma invenção tardia do monoteísmo.
Mesmo nos dias de hoje gravidez é um tema imprevisível, no passado distante também inspirava medo, respeito e levava meses para acontecer.Tinha lá suas próprias leis.Mesmo a mulher estando no centro do simbolismo feminino, eram importentes.Se falamos de um passado primitivo e selvagem, situado no ecossistema - dificilmente ele foi pacífico ou vivenciado dentro de um hipotético "Jardim do Éden".A idéia de um passado primitivo na idade da pedra, guiado por mulheres surgiu no final do século XIX com Bachofen (fins do romantismo?) e foi retomada e reforçada pela célebre "schollar" britânica e feminista Jane Harrison ao longo do século XX.Provavelmente este foi o único equívoco de suas obras.Não existem provas que apóiem ou comprovem a existência de um matriarcado históricamente ou geograficamente.
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