A audácia nos leva a colocar a indestrutível força da vida como algo préviamente eruptivo, cíclico, ritmado e extasiante.Aquilo que apenas
pode ser vivido em contato com os acontecimentos da vida que demanda abertura, vulnerabilidade, coragem e trabalho. Impossível de ser apreendido por mentalismos, comodidade e mera contemplação.Acessível apenas a quem vive e expressa sentimentos, afetos e experiencia as ditas coisas simples, não tão simples da vida.É mais fácil meditar do que comunicar-se com um meio; É mais simples ser celibatário do que estar vivo de forma plena e sexualizada;Lidar com tais frenêsis da "Vida indestrutível" não trazem segurança, comodidade ou apenas paz de espírito, têm que se estar pronto para se sujeitar e modelar o que será encontrado instante a instante até o final de suas noites.Este estado Dionísiaco sempre foi instintivamente assimilado pela Vampyras do que pelos Vampyros; deve ser por isso que existem mais Vampyras do que Vampyros em todo o mundo...
Na prática temos como valor e ethos o politeísmo, embora tenhamos integrantes panteístas em nossas fileiras.Sem prolongar ou estender muito o tema, até mesmo porque explicamos melhor cada um deles na seção de fundamentos ou de textos e videos.´Quando falamos em politeísmo, temos a experimentação e vivência de muitos "Deuses e Deusas" imanentes manifestos por correspondência nas coisas do ecossistema que vivem em razoável harmonia e constante processo de ajustamento - tempestades, ervas, animais, rochas e corpos humanos por exemplo são suas expressões...E isto lá é algo realmente vasto de ser abordado e nem compete a apenas este site.O principal é que fique a noção de que nenhum destes "Deuses ou Deusas" está por cima do outro.No máximo há um administrador que facilita as conciliações e ajustamentos, mas que ainda assim está sujeito as mesmas interpéries de todos os outros.E mesmo este, na antiguidade e porventura em nosso círculo ainda é venerado como "um grande momento certo ou inesquecível que ocorram em nossas vidas.
Nossas práticas e estudos são baseados na aprendizado de conteúdo histórico, mitológico, artístico e afins sobre estes temas em regiões específicas.Quando falamos em arquétipo, nos distanciamos das obras de cunho sistemático ou psicológico, enfatizando sua flexibilidade, latência universal mas desenvolvida no horizonte de um fundo cultural específico.Pense em termos de modelo ou máscara e que por vezes expressa convergências, que idealisticamente, alinhavam e amarram pontas em disciplinas bem urdidas. No Círculo Strigoi, não apreciamos abordagens sociológicas, estruturalistas e suas bricolagens, pela simples ineficácia neste território que trilhamos.Isso sempre nos renderá críticas e dedos apontados em riste...Mas isso não nos incomoda afinal quem aponta um dedo tem pelo menos outros de seus próprios três dedos apontados em riste de volta.Na Cosmovisão Vampyrica tentamos "entrar na cabeça dos nativos do passado" e assim entender suas formas de ver e de sentirem o ecossistema a sua volta, sem depender ou inventar estruturas artificiais e genéricas ou incorrer no trágicômico ato de ignorar as experiências, relatos e contemplações de quem vivência um mito ou rito...Não apreciamos abstrações transparentes em pról de alguma unidade conceitual translúcida, sem gosto e artificializada...um parvo mentalismo...
|
 |
"- Vamos atravessar a floresta enquanto conversamos - disse ele.- Se você não se importa de caminhar.Ele sacudiu o capim de suas vestes, uma túnica bem tecida...que poderia ter sido usada ontém ou há centenas de anos..." Depois de conhecer alguns fragmentos sobre os nossos "Fundamentos", chegou o momento de desvelar mais sobre a identidade
do Círculo Strigoi/Officina Vampyrica que vêm se constituindo ao longo destes anos de atividade juntamente aos seus integrantes de todas as épocas...Há quem fale sobre "Aithopia", a arte da transformação e transmutação através das chamas..."- Pode sentar nestas pedras, saboreie a bebida que trouxemos...ao norte a constelação de Draco já se revela no céu noturno... acenderei o fogo..." |
 |