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As vezes como é como um cálice,
Companheira no reflexo ébrio nas águas que correm...
Regente de fluxos e refluxos, do transbordante e suculento...
Outras vezes arco certeiro.
Tuas setas invisíveis e fatais.
Ir atrás, caçar e caçar - é teu símbolo para fera.
ainda que cegue o caçador que enxerga tua nudez.
Reflexo, recepiente e fantasmagorias para quem contempla.
Teu sabor,
Lácteo, acalenta e alenta sonhos e delírios,
Sanguíneo, arde nos beijos, lascívias e líbido
em inquietos enamorados.
Sinuosidade...
Ritmo...
Faces & máscaras que podemos contemplar
da lírica e da métrica solar.
Inquietante de sentir,
como as vezes tudo se resume ao que vertemos em tí quando ressurge
e como é saboreado por tí enquanto degusta nosso almejar...
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| Preleção: |
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Na primeira parte deste guia de leitura e roteiro de estudo você foi exposto a informações audiovisuais e muitas idéias algumas que influenciam e que terão uma durabilidade e permanência imediata.Outras que ganharão raiz e profundidade com o tempo.E outras ainda que farão sentido apenas depois de anos.Na segunda parte instigamos você a desenvolver familiaridade através do reconhecimento e apreensão das próprias idéias que você expressou ao ser exposto aos conteúdos desta publicação.Agora por fundamentos entenda afirmar e se levantar dentro daquilo que aprendeu - e poder administrar e manter-se figurativamente de "pé" - ou simplesmente "saindo do caixão" como dizemos na cena Vamp.Este é o momento de aprender a "zelar" pela auspiciósa e metafórica "chama-interior" que vem aprendendo a reconhecer em sí - e que vai ganhando integridade conforme você se descobre mais íntegro com seu aprendizado.Este momento poderia ser comparado com a carta da Lua dos baralhos de tarô, como o caranguejo ou escaravelho você se levanta da lama ou do mar coletivo, zelando por sua chama (ou Sol)...a jornada a frente é assombrada, por terras escuras e uivos distantes que fazem os menos íntegros voltarem para o estágio anterior e desistirem...
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Ainda assim, aqui lídamos com um espelho.É para você exatamente como é para Outro.O que é uma falácia.Tal espelho é um reflexo de seus "ínferos" e de suas inegáveis profundezas.Ainda assim é um ponto em que você pode reconhecer em sí e em terceiros - e mesmo nas idéias mais atribuídas a vampiros nas artes também.O quanto você é influenciado ou influenciada por seus próprios processos e pelo "tamanho" que as coisas tem e como você aprendeu que deveriam ser para você.Na obra Rituais de Aleister Crowley do Ocultista e pesquisador Marcos Torrigo temos um interessante postulado:"(...)O homem é ignorante da natureza de seu próprio ser e de seus poderes.Até mesmo suas idéias e limitações estão baseadas em expetoências passadas, e cada passo rimo ao ser progresso aumenta seu império.E não há portanto razões para se designar limites teóricos ao que ele possa ser, ou mesmo fazer (...)"
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| Textos Sugeridos: |
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Neste momento temos uma excelente ocasião para a leitura dos chamados Textos CLássicos do site Vampyrismo.ORG - originalmente publicados entre os anos de 2003 á 2008 que foi o ano de uma das primeiras grandes re-paginações daquele site. |
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Encontraremos alí artigos interessantes como o "Delineando o Vampyro Contemporâneo" que nomeou inclusive uma das primeiras colunas sobre o tema que durou de 2005 a 2008 no extinto site The MaoZoleuM; uma curiosidade é que o nome do artigo e da comunidade foi plagiado para uma palestra sobre "Crepúsculo" numa famosa convenção de literatura fantástica naquele mesmo ano - e o organizador (um velho conhecido de Lord A:.) não teve nem a cara de pau de se redimir por conta disso.Outro artigo é o "Os grupos da Subcultura Vampyrica" onde há uma certa clarificação sobre os diversos meios-sociais que tangeciam ou integram a cena; o célebre "Black Veil: O código de ética e bom senso Vampyrico" é uma tradução do artigo de 2005 instituído pela OSV do qual Lord A:. foi um dos signatários ao lado de muitos outros antigos ao redor do mundo.A curiosidade é que em 2010 foi constatado que este código era um plágio do antigo código da Dinastia Sahjaza que datava da década de oitenta ou anterior ainda.Na verdade todas as versões do "Black Veil" são plágios disputados entre os plagiadores na cena norte-americana.Independentemente de suas origens - o conteúdo e sua praticidade são válidas, sensatas, transgeográficas e atemporais.
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Outro texto histórico é o "Fangzmithing:A Arte dos Forjadores de Prêsas & Dentes vampíricos" traduzido do extinto Vampyre Almanac que conta a história dos Forjadores de Presas e mestres do Fangsmith.No Brasil este texto foi plagiado e retalhado em 2009 no site de uma famosa loja gótica de São Paulo, com adulteração do autor, inserção de parágrafos desconexos e cópias Preto e Branco de fotografias do trabalho desenvolvido pela marca "FANGZ CULTURE" de Lord A:. e Wo´Ha´Li que é a grande introdutora e pioneira deste trabalho no Brasil.Nota que até o ano de 2012 continuamos o embargo a esta peculiar loja, assistimos o fechamento de suas inúmeras filiais e rímos com desdém a cada novo escândalo e processo trabalhista ou de plágio que eles sofrem de ex-funcionários e de outros artistas que passaram pelo mesmo e irremediável problema.Toda esta confusão veio por inspirar uma versão mais atualizada do texto original em setembro de 2009 que inclusive contou com fotos dos primeiros clientes - leia aqui. |
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Outros escritos que despertam o Sangue foram o do "Casamento Vampyrico" uma tradução das obras "V:Vampyre Book" dos anos de 2002/2004 da O.S.V.Que apresenta o casamento vampyrico e um pouco da cerimônia que une os corações apaixonados de nossa cena.Já em "Um Olhar Vampyrico sobre o psyvamp" temos aquele momento entre 2005 e 2006 em que a nível mundial o termo "psyvamp" ou vampiro psiquico foi execrado da cena por sua desarticulação e associação a parasitas psiquicos e pessoas de caráter fragmentado que usam das outras como muleta de ego.Este texto rendeu bons confrontos verbais e ajudou a cena brasileira a constatar algumas obviedades: Parasitas são carrapatos, sanguesugas e afins - que nada tem daquilo que atribuímos a Ethos Vampyrica.A Nobreza do espírito caçador nada tem a ver com vermes.Algumas "casas" e dinastias norte-americanas ainda hoje não foram capazes de sacar tal obviedade.Outro bom momento é a leitura do "Dicionário de Termos Vampyricos" que facilita a compreensão dos jargões internos e pertinentes a Subcultura Vamp. |
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Muitos leitores e leitoras sempre buscam por leitura recomendada sobre Subcultura Vampyrica em português.Ainda hoje em outubro do ano de 2012 as fontes continuam extremamente escassas.Sobre o tema Vampiro posso recomendar sem erro as seguintes publicações: Vampiros Rituais de Sangue de Marcos Torrigo(Ed.Madras 2003); Voivode Estudos sobre Vampiros coletânea organizada por Cid Vale Ferreira; textos da Vampirevich da pesquisadora Shirlei Massapust; Vampiros Origens, Lendas e Mistérios de Marcos Torrigo (Ed Idéia 2009) e o mais recente de todos que é o História dos Vampiros das Origens ao Mito Moderno da Andrezza Christina Ferreira (Ed.Madras 2012); para livros estrangeiros vocês podem consultar o seguinte artigo "BIBLIOGRAFIA VAMPYRICA
[livros e publicações relacionadas]" |
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De uma forma mais intimista e por vezes lúdica você foi apresentado a muitas fractais que permeiam e integram a Ethos Vampyrica nas partes anteriores.Procuramos criar um enlace mais pessoal junto a cada um dos leitores e leitoras deste guia e roteiro.Chega agora o momento de se afirmar e de cada um emergir da amplitude informativa com as centelhas e faíscas do fogo negro que aguentam carregar consigo (pois de alguma forma integraram e processaram em sí tais conteúdos).Um bom momento para a leituras dos múltiplos tópicos que integram a coletânea de textos nomeada com IDENTIDADE VAMPYRICA - lá você será confrontado por uma miríade de informações e formações pontiagudas e simbólicamente "carnívoras" que irão testar e colocar em xeque-mate muitas possibilidades "de fuga" ou de "escapismo"...afinal de contas as coisas só podem se conhecidas em relação e em reação umas com as outras..." |
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| Outras palavras: |
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Certamente o texto de Lord A:. chamado "Terra Incógnita:Terra dos mortos, inconsciente, terra-das-brumas, escuridão, não-vazio..." será complementar, pois trata-se de um um pequeno papo sobre a morte.Não pretendo construir aqui nenhum artigo, apenas compartilhar uma reflexão que um papo digital com amigas e amigos me despertou neste feriado de Corpus Christis.Depois de ter vivenciado algumas situações de grande risco de vida e chances improváveis de sobreviver ao longo das décadas anteriores, me tornei um pouco descrente das toneladas de publicações e papos-aranhas que permeiam a questão da morte e vida pós-morte do imaginário brasileiro.
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Outro artigo complementar e influente para este guia de leitura ou roteiro de estudos vêm a ser o texto "Sobre a Severidade, os túneis e atalhos da Árvore da Vida":" (...)Talvez a escuridão – ou a luz negra – seja apenas aquilo que não deseja se envolver e ainda prefere se manter a parte da criação em si – a mão esquerda do Deus. Se tomarmos emprestado o conceito cabalístico do Zimsum de Isaac Luria, veremos que a palavra é apresentada como "concentração", mas também é associada com "distanciamento ou retirada". Neste caso "Ain Soph" ou "Deus" para criar o universo, primeiramente isolou ou criou um vácuo nele mesmo – para assim poder manter-se fora da própria criação. Para a consecução desta tarefa, a força utilizada é a de Geburah ou Severidade – adequada para delimitar e delinear espaços e fronteiras.(...)"
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Ilustrações criadas sobre fotos de eventos do Circulo Strigoi, pertencem aos arquivos da Sociedade |