
Na literatura de Freud encontramos que o "não" não existe no que se refere aos sonhos. Os sonhar ignora a categoria dos contrários e contradições.Se os mandamentos do judaísmo/catolicismo dizem "não, não farás..." o sonho e conteúdo onírico obliteram tal elemento de negação.A energia infinita do poeta romântico é o "Eu Existo", a força do elemento auto-divinizante é tanta que é capaz de deslocar Jeová e devorar o próprio cosmo.Este elemento embora renegado pela defesa dos valores católicos é perceptível na rica vida onírica de Coleridge e em sua obra "Christabel".
A questão do auto-divinizante, é apresentada por Paglia, como aquilo que "(...)Confere ao artista aquele direito inalienável à auto‑afirmação que vemos no culto do ego decadentista do romantismo tardio. Em Wilde, por exemplo, a teoria de Coleridge transforma‑se no ideal da personalidade como forma de arte e da vida como superior à obra. Wilde diz: “O verdadeiro artista é um homem que acredita absolutamente em si, porque é absolutamente ele mesmo”. Identidade poética como ego infinito: veremos isso em ação na abertura de Christabel, quando Geraldine passa, por força de vontade, das trevas para a existência."
* aproveite o tema e leia também o tópico:
- "FORJARIA DO PASSADO VONTADE
- EXTREMOS SE TOCAM E JOGOS DE OPOSTOS"
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