
Em alguns momentos da produção romântica, veremos artistas com uma interessante experiência com o "pagão", renegado e nas sombras desde 380 da era vulgar.Na obra "Christabel" de Samuel Taylor Coleridge, uma das primeiras poesias com personagens vampíricos, teremos insights peculiares de como pensavam e sonhavam as pessoas adjetivamente denominadas hoje por nós como vitorianas - seja pelo uso histórico ou pelo uso adjetivo do termo.
Diferente de outros autores, Samule T. Coleridge enfrentava de peito aberto o "daemonesco" ou "gorgônico" ecossistema em suas obras.Em "Christabel" sua obra mais significativa e uma das mais lidas de todos os tempos no idioma inglês, o mundo positivista de Comte e Rosseau, é impreterivelmente arrasado nesta obra. A conceituação artificial de natureza, de ternura e de ordem natural do período é sacudida por um tsunami de tensão entre a imaginação e a moralidade.Os críticos projetaram sobre a obra, um moralismo cristão e Coleridge tentará reescrever e reinterpretar, por não suportar o peso do que escreveu muito tempo depois.
Para Camile Paglia, a obra Christabel "(...)é um esplêndido estudo da tensão entre a imaginação e a moralidade. Através dele, seguimos um grande poeta em seus excessos de visão daimônica, e depois sua saída para o domínio social dos bons augúrios humanos, em que o visionário é assediado pela dúvida, a ansiedade e a culpa. Christabel mostra a poesia nascendo no mal, na hostilidade e no crime.(...)."
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