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FORJARIA DO PASSADO, VONTADE,
EXTREMOS SE TOCAM E JOGOS DE OPOSTOS

 

Lord A:.

 



A "forjaria de passado" era prática corrente dos "novos ricos" europeus entre os séculos XVII e XIX.Estes para serem aceitos na alta sociedade, falsificavam brasões, construíam casas e monumentos incompletos para parecerem "ruínas" de um passado glorioso.Muitos deles eram integrantes e até mesmo fundadores das tais sociedades secretas do período.

Não havia liberdade feminina na sociedade, uma mulher tinha que fazer o que sua família, seus vizinhos e a sociedade esperassem - querendo ou não querendo.As mulheres daquele tempo padeciam muitas vezes de histeria e de outros males psicológicos.Como, muitos destes males não encontravam explicação nos estudos de anatomia médica, eram tratados como frescuras femininas.Este quadro só vai mudar no final do século e durante o século XX.

Outro elemento interessante é que no ocidente predominava o pensamento da poderosa resolução através da "Vontade".Apenas a "Vontade" era suficiente e explicava no senso comum muitos fatos e escolhas pessoais.Havendo também uma outra dominância na "Zeitgeist" ocidental de tudo ser dividido em parzinhos de luz e trevas, consciente e inconsciente, bem e mal e afins - ou é uma coisa ou é outra.Não havendo estágios ou graus intermediários em muitos casos.E nem mesmo uma visão espiralada e de relacinamento entre estes opostos - ao menos, não de forma massiva ou acessível fácilmente.

 
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Os "extremos se tocam" era uma frase utilizada por um escritor deste período chamado Coleridge, ele será responsável por "Christabel" um dos primeiros poemas vampíricos.Eis a imaginação do poeta e do artistas "vitoriano" capaz de utilizar “esse poder sintético e mágico”, que produz “o equilíbrio ou reconciliação de qualidades opostas e discordantes” conforme citado no cápitulo XVIII de Personas Sexuais de Camile Páglia.

Ainda na obra de Paglia, encontramos, falando sobre Coleridge:"(...)Na poesia que brotava de sua vida onírica, porém, o não do judeu‑cristianismo é obliterado por forças daimônicas sexualmente duais.

“Concedam‑me uma natureza que contenha duas forças contrárias”
, ele escreveu certa vez. M. H. Abrams vê nisso influência dos cabalistas, Bruno, Boehme e Swedenborg. A síntese dos contrários chega a Coleridge de fora do cristianismo ortodoxo. Ele bebe do rio subterrâneo da cultura ocidental, essa promíscua mistura pagã de hermetismo, alquimia e astrologia.

Seu ensaio sobre os alquimistas (1818) é menos importante que os próprios poemas de sonhos, misturas moralmente instáveis que fervem com energia daimônica". Convêm citar que o termo "daimônico", passa bem distante da frequente associação judaico/católica ocidental - para uma melhor compreensão, leia este texto.



[o conteúdo deste texto pode ser ampliado e revisado com sua colaboração através do mail: officinavampyrica@yahoo.com.br ]


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